Com o tetra da Libertadores e os recordes quebrados recentemente, atualizamos o ranking definitivo dos 7 maiores estrangeiros que já passaram pela Gávea.
A história do Clube de Regatas do Flamengo não foi escrita apenas em português. Ao longo de mais de um século, craques de diversos sotaques vestiram o Manto Sagrado e ajudaram a transformar o clube na maior potência da América do Sul.
Do pioneirismo inglês no início do século XX à “geração de ouro” uruguaia que domina o continente em 2025, a mística rubro-negra sempre teve um toque internacional. Com o tetracampeonato da Libertadores recém-conquistado e novos recordes quebrados, a discussão voltou à tona: afinal, quem senta no trono do maior gringo de todos os tempos?
Atualizamos o ranking definitivo dos 7 maiores estrangeiros que já passaram pela Gávea, levando em conta títulos, longevidade, identificação com a torcida e qualidade técnica.
Será que o seu favorito está na lista?
7. Francisco Reyes (Paraguai) 🇵🇾
Posição: Zagueiro / Volante Período: 1967–1973
Muitos lembram da raça paraguaia, mas Reyes era sinônimo de classe. Chegou do Atlético de Madrid com status de estrela para ser o “xerife” da zaga, mas surpreendeu ao jogar com a cabeça erguida e a elegância de um camisa 10.
Reyes foi fundamental na transição do time para a lendária “Era Zico”, servindo como mentor para os jovens que ganhariam o mundo anos depois. Sua capacidade de sair jogando e antecipar jogadas mudou o patamar da defesa rubro-negra no final dos anos 60.
6. Sidney Pullen (Inglaterra) 🏴
Posição: Meia Período: 1915–1925
O pioneiro absoluto. Filho de ingleses, Pullen não só foi o primeiro grande ídolo estrangeiro do clube, como também protagonizou um fato inédito: foi o primeiro “gringo” a defender a Seleção Brasileira (sim, isso aconteceu no Sul-Americano de 1916!).
Pullen trouxe a organização tática europeia para o futebol carioca, que ainda engatinhava no amadorismo. Ele foi o cérebro do time por uma década. Sem ele, o início da história vencedora do Flamengo seria muito diferente.
5. Modesto Bria (Paraguai) 🇵🇾
Posição: Volante Período: 1943–1953
Raça, suor e o primeiro Tricampeonato Carioca (42-43-44). Bria foi o “cão de guarda” daquele time histórico, conhecido por marcar até a sombra dos adversários.
Mas sua contribuição gigantesca foi além das quatro linhas: como técnico da base anos depois, foi Bria quem bancou a permanência de um menino franzino chamado Arthur Antunes Coimbra, o Zico, que todos diziam ser “muito magro” para o futebol. Só por ter “salvo” o Galinho, Bria já merece seu lugar no Olimpo rubro-negro.
4. Ubaldo “Pato” Fillol (Argentina) 🇦🇷
Posição: Goleiro Período: 1984–1985
Talvez o maior goleiro, tecnicamente falando, que já pisou na Gávea. Campeão do Mundo pela Argentina em 1978, Fillol chegou ao Flamengo já consagrado e, mesmo ficando pouco tempo, marcou época.
Ele pegava até pensamento e garantia resultados sozinho. Entrou para a história não pela quantidade de taças (ganhou a Taça Guanabara de 84), mas pelo nível técnico absurdo que mostrou em dois anos, sendo idolatrado por uma geração inteira de goleiros brasileiros. 👉 [Leia o Dossiê completo sobre a passagem de Fillol pelo Flamengo aqui]
3. Narciso Doval (Argentina) 🇦🇷
Posição: Atacante Período: 1969–1975
O “El Loco”. Doval era a cara do Rio de Janeiro: boa pinta, praiano, polêmico e artilheiro nato. Com 94 gols, foi por décadas o maior artilheiro estrangeiro da história do clube, marca que parecia impossível de ser batida até a chegada da geração atual.
Fez uma dupla infernal com Zico no início da carreira do Galinho, combinando força física com técnica refinada. É, sem dúvidas, o gringo mais “carioca” que já existiu.
2. Dejan Petkovic (Sérvia) 🇷🇸
Posição: Meia Período: 2000–2002 / 2009–2011
O homem do minuto 43. Petkovic entregou dois dos títulos mais emocionantes e improváveis da história do clube. Primeiro, o Tri Carioca de 2001, com aquele gol de falta antológico contra o Vasco que está na memória de qualquer flamenguista vivo.
Depois, retornou “velho” e desacreditado em 2009 para reger o time rumo ao Hexa Brasileiro, quebrando um jejum de 17 anos. Pet era marrento, genial e decisivo. Um camisa 10 clássico que jogava de terno e que a torcida jamais esquecerá.
1. Arrascaeta (Uruguai) 🇺🇾
Posição: Meia Período: 2019–Atualmente
Não há mais discussão. Com o Tetracampeonato da Libertadores em 2025, Giorgian De Arrascaeta se isolou como o maior de todos os tempos.
- Títulos: 4 Libertadores, 3 Brasileiros, Copas do Brasil… a sala de troféus é incomparável.
- Números: Tornou-se o maior artilheiro estrangeiro da história (superando Doval) e o maior garçom do século XXI.
O uruguaio tímido se transformou em um gigante em campo. Ele não apenas jogou no Flamengo; ele definiu e liderou a era mais vitoriosa da instituição. Arrascaeta hoje é sinônimo de Flamengo.
Menções Honrosas: Eles quase entraram
A lista é curta para tanta história, e alguns nomes gigantes bateram na trave. Não podemos encerrar sem citar:
- Agustín Valido (Argentina): O herói do Tri de 1944. Jogou machucado, com febre e fez o gol do título (polêmico ou não) de cabeça aos 41 do segundo tempo. É uma lenda dos anos 40.
- Paolo Guerrero (Peru): Embora tenha saído de forma conturbada, foi o pilar da reconstrução do clube entre 2015 e 2018, devolvendo o respeito ao Flamengo no cenário sul-americano.
- Agustín Rossi (Argentina): O atual paredão. Fundamental na conquista da Libertadores de 2025 e recordista de minutos sem sofrer gols em 2024. Se continuar nesse ritmo, em breve estará no Top 5.
- Benítez (Paraguai): O parceiro ideal de Zico no ataque de 1981. Morreu cedo, mas deixou seu nome na história com o título Mundial.
O Legado Continua
Em 2025, o Flamengo continua sendo uma torre de Babel. Com Pulgar, Varela, De La Cruz, Plata e Rossi no elenco titular, a tradição de acolher craques sul-americanos segue mais viva do que nunca. A pergunta que fica é: quem será o próximo gringo a ousar desafiar o trono de Arrascaeta?
E para você, torcedor? Faltou alguém nessa lista? Comente nas redes sociais do Acervo Rubro-Negro!




